A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

22/08/2017

E Vão Três...

22/08/2017 + 0 Comentários
MAIS UMA OFERTA DE UM LIVRO DO PRESIDENTE BENTO MÂNTUA.



Mesmo em férias (embora não apareça) para aproveitar a ausência prolongada do "Glorioso" da "Catedral" (só lá para 14/15 de Setembro) eis que hoje pelas 18 horas recebo uma prenda, em terrenos da minha infância! A recolha feita em 1913 das duas obras do presidente (1917 -1926) da Direcção do Glorioso, Bento Mântua (Belém, 1878 - Lisboa/freguesia dos Anjos, 1932). São duas peças de teatro: «O Álcool» (1913) e «Gente Moça» (1912).

Bento Mântua ainda é o presidente mais vezes eleito - oito mandatos anuais - na Gloriosa História:

22 de Julho de 1917;
28 de Julho de 1918;
19 de Setembro de 1919;
22 de Setembro de 1920;
10 de Setembro de 1921;
4 de Fevereiro de 1923;
27 de Julho de 1924;
27 de Setembro de 1925;
8 de Agosto de 1926 (derrotado pela outra lista com Cosme Damião candidato a presidente, que depois de eleito, recusou, não tomando posse) 

O livro (com duas peças de teatro) foi uma gentil oferta de um Notável Benfiquista, Mário Ferreira. Por contraponto aos benfiquistas notáveis. Que são demais. Os Notáveis Benfiquistas são de menos. E não digo/escrevo assim para agradar a quem ofereceu. Seria demasiado rebuscado e interesseiro. É por que é (ou sinto que é) verdade!

Obrigado Mário Ferreira

Alberto Miguéns (que assina mas texto ditado pelo telefone e foto enviada por correio electrónico)

NOTA: Agora vou Benficar mais um poucochinho. Descobrir notícias de jornais com a estreia das duas peças que foram "estreias anunciadas em grande" na Imprensa da época, pois Bento Mântua era, enquanto escreveu, um dos dramaturgos mais populares em Lisboa/Portugal. E acrescentarei no blogue toda a obra dele discriminada por ordem cronológica. Em breve terei uma Biblioteca Bento Mântua! 


NOTAS (às 19:37 horas): Ainda vou propor ao António Melo encenar uma delas...ou as duas!

O Álcool é uma peça em um acto, com oito personagens. Foi representado pela primeira vez no Teatro Nacional  "Almeida Garrett" na noite de 14 de Julho de 1912, pelos alunos da Escola da Arte de Representar. A encenação foi do professor da mesma Escola e artista societário do Teatro Nacional, António Pinheiro. Para o original (clicar)




Gente Moça é uma peça em três actos, com sete personagens: o primeiro acto decorre em Lisboa (fins de Maio) e os restantes, em Sintra (mês de Agosto). Foi representada pela primeira vez no Teatro Nacional  "Almeida Garrett" na noite de 17 de Janeiro de 1913, pelos alunos da Escola da Arte de Representar. A encenação foi do professor da mesma Escola e artista societário do Teatro Nacional, António Pinheiro. Para o original (clicar)



Ler Mais ►

O Ciclismo, os Poetas e o Benfica

+ 2 Comentários
UMA HOMENAGEM E UM AGRADECIMENTO. E O BENFICA PELO MEIO. SENDO ESTE MEIO, TUDO!



Há uns dias fiz uma referência ao Ciclismo e noutro ao presidente Bento Mântua a propósito da estreia Centenária do Hóquei em Patins.

Os ciclistas impressionavam (e impressionam)
Até muito mais nas zonas rurais que nas áreas urbanas. Quando a «Volta a Portugal em Bicicleta» foi instituída e passou a realizar-se ao ritmo anual os ciclistas passaram de desconhecidos a heróis. No meio rural, mesmo nas cidades mais afastadas de Lisboa e do Porto, causava espanto como era possível pedalar com tamanho vigor e imprimir aquela velocidade a um velocípede. É que muitos dos espectadores do Ciclismo, que bordejavam estradas e ruas, por todo o Portugal, eram também utilizadores diários das bicicletas como meio de transporte. Por isso, sabiam bem, como era difícil pedalar com aquela velocidade e conseguir ser tão resistente, durante quilómetros e horas em etapas diárias com duas semanas para dar a "volta" ao território português.

A popularidade do Benfica cresceu
Por todo o País com a admiração por um enorme ciclista que tinha uma força sobre-humana, José Maria Nicolau. Impressionava como alguém tão pesado fazia parecer-se tão leve em cima de uma bicicleta. O seu rival, Alfredo Trindade era o oposto. Como é que alguém tão leve e esquelético tinha tanta resistência. José Maria Nicolau impressionava tudo e todos. Dos mais boçais e "analfabrutos" aos mais piegas. Dos iletrados aos poetas, os supremos dos letrados. Como um dos maiores poetas portugueses de sempre (e do século XX): Ruy Belo (1933/1978). Que a morte levou cedo, aos 45 anos (clicar para wikipédia)


Quarto livro do poeta, publicado em 1970, na colecção "Cadernos de Poesia", da editora "Publicações D. Quixote", de Lisboa;  O cuidado com este livro mereceu uma 2.º edição, com prefácio escrito, em 18 de Abril de 1978 (faleceu em 8 de Agosto de 1978) na colecção Forma da pela Editorial Presença; Lisboa. A edição fotografada é a 3.ª (primeira pela editora Assírio e Alvim, em Outubro de 2011)
(clicar em cima da imagem para obter melhor visualização)


Faleceu a ouvir a proeza do Glorioso Fernando Mendes e da equipa do Benfica. Morreu com Fernando Mendes de "camisola amarela". A sua camisola de mérito para lá do "Manto Sagrado". Em 25 de Agosto de 1969 (clicar para a notícia da etapa desse dia no jornal "Diário de Lisboa"). Completam-se na sexta-feira, 48 anos que partiu para o "Quarto Anel"
Do Louletano DC para o CF "Os Belenenses" e deste para o "Glorioso". E tem um neto Benfiquista "cinco estrelas". Tal avô, tal neto...

Quando um dia entrevistaram Cabrita Mealha
Um notável ciclista que chegou ao Benfica, em 1940, quando José Maria Nicolau deixou de correr, ele explicou de forma simples muito do que é o Ciclismo. Senhor Cabrita Mealha! Porque é tão dispendioso um clube contratar um ciclista? O ciclista respondeu: Não se faz de uma bicicleta uma mota só a comer pão-com-chouriço!


  
Quero agradecer ao familiar de Bento Mântua
Que me ofereceu um livro do Glorioso Presidente. Eu só tinha lido um (como escrevi neste texto - clicar) e eis que depois de publicada essa "posta", recebo o convite para ficar com outro. Não sendo bem um livro de autor, pois é uma recolha de poemas de outros poetas, não deixa de ter um longo prefácio. Lendo a escolha dos autores, pois a recolha foi feita em parceria com Albino Forjaz de Sampaio, fica-se com a ideia do bom gosto. Bento Mântua revela-se melhor leitor, mais erudito, do que escritor. Uma excelente recolha de poemas sobre a "mais velha profissão do Mundo" publicada, em 1938, em «O Livro das Cortesãs». É bem verdade que tudo pode mudar - língua, alfabeto, comida, roupa, bebidas, habitação e costumes - de país para país, de cultura para cultura. Mas pão, água e prostitutas são universais. Nos mais de 30 países que já visitei é uma constatação.  


Além de uma boa escolha de poetas e poemas as ilustrações são de grandes artistas. Entre eles Stuart Carvalhais que foi o responsável por redefinir o Glorioso emblema em 1929. O do meio (entre os sete) que ilustram o cabeçalho deste blogue

E o Benfica presente na poesia. Antiga ou mais recente
Como a cada vez mais conhecida e reconhecida romena Golgona Anghel (clicar para saber mais), nascida em 1979 (um ano depois do falecimento de Ruy Belo). E outras referência haverá que desconheço.

Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho; n.º 136 da colecção "Poesia Inédita Portuguesa"; Assírio e Alvim; Maio de 2013; Porto (Porto Editora que adquiriu a Assírio e Alvim)  

É assim o Benfica!

Alberto Miguéns
Ler Mais ►
21/08/2017

Ressaca de Goleada

21/08/2017 + 0 Comentários
A PRÓXIMA JORNADA É A PRIMEIRA DAS QUE "IMPORTAM".

Embora todas as vitórias nos jogos do campeonato nacional tenham o mesmo valor - três pontos - as jornadas iniciais são sempre uma incógnita maior do que as que se vão seguindo.

Há a tendência para comparar o que não tem comparação
No início de qualquer competição a pontuar a referência de qualidade/capacidade é a temporada anterior. Ora, todos sabemos que essa comparação pode ser falaciosa, mas não há outra. Os clubes de uma época para outra mudam pouco ou muito, mas nunca "valem" o mesmo. A ser assim as classificações eram sempre praticamente as mesmas. E não é assim.



Nas últimas épocas o "caso" mais significativo ocorreu entre 2004/05 e 2005/06
Em 83 edições já concluídas do campeonato nacional sempre houve situações (e haverá no futuro) de clubes que passam do oito para o 80 e deste para o oito em edições sucessivas da competição. Em 2005/06, no início do campeonato, os adversários do Vitória SC Guimarães acreditavam que um empate ou uma "derrota por poucos" era um bom resultado frente ao 5.º classificado. Depois, com o desenrolar da competição, percebeu-se que não. O Vitória SC Guimarães "valia" o 17.º lugar, ou seja, a despromoção.

Quanto vão valer: SC Braga (5.º em 2016/17); GD Chaves (11.º); e CF "Os Belenenses" (14.º) em 2017/18?
Não se sabe. Sabemos o que estão a "valer" na 3.ª jornada. Mas faltam...31 para a decisão final! E muita "água vai correr por baixo das pontes".



A 4.ª jornada já vai mexer com o topo da classificação geral
Mas ainda haverá mais...30 encontros por jogar! O Rio Ave FC (nove pontos) a receber o "Glorioso" (nove pontos), o Sporting CP (nove pontos) a jogar frente ao GD Estoril Praia (seis pontos) e a ida do FC Porto (nove pontos) ao recinto do SC Braga (seis pontos) vai começar a "separar" os melhores dos "quase-melhores". Dos quatro emblemas com o exclusivo das três vitórias pelo menos um, entre Rio Ave FC e SL Benfica, vai deixar de as ter ao quarto jogo. Que seja o clube de Vila do Conde. E depois tudo parará quinze dias!

Vamos Benfica!

Alberto Miguéns





Ler Mais ►
Em Defesa do Benfica no seu E-mail